Tulha

Volta aos bons tempos

Construído em 1898, o prédio da Tulha da Fazenda Santa Mariana é responsável por abrigar o Museu Histórico da propriedade, composto por grande número de peças originárias dos trabalhadores locais.

O alicerce de sua construção, constituído por pedras, fragmentos de rochas, revela o trabalho proveniente da exaustiva labuta dos imigrantes europeus e afro-descendentes em fins do século XIX.

De acordo com antigos colonos, a Tulha era chamada de “Máquina”, pois em seu salão principal realizavam-se os serviços de “limpeza do café” (beneficiação), por meio do maquinário então existente. Nas demais salas, ocorria a armazenagem dos grãos secos.

Segundo relatos, um percurso de trilhos cercava o terreiro de café, distante cerca de 100 metros da Tulha, e adentrava nesta por uma abertura no telhado, através de um viaduto, permitindo que as vagonetas lançassem os grãos de café nos espaços de armazenamento.

No entanto, paralelas ao terreiro de café, hoje bosque, existiram outras duas tulhas, lastimavelmente demolidas na década de 1970. Como registro, encontra-se uma parte do porão, sob ruínas.

O salão da “Máquina”, com o encerramento das colheitas, tal como a Escola, servia de espaço para bailes e comemorações. Os colonos da Fazenda Santa Mariana recepcionavam até os moradores das fazendas vizinhas. As festas eram tamanhas que os bailes perduravam até o amanhecer do dia seguinte.

Hoje em dia, a Tulha apresenta o Museu Histórico disposto em três salas, compondo-se por acervo particular fotográfico, informativo, expositivo, além dos depoimentos áudios-visuais registrados. Assim, o salão de entrada disponibiliza, quando se trata de visitantes, a exposição das fotos históricas da propriedade. O escritório de recepção ostenta uma grandiosa amostra de troféus e de premiações do Haras Nova Tradição, parceiro filantrópico e atual atividade principal da Fazenda Santa Mariana. Contudo, há ainda o salão reservado aos grandes objetos rurais: o carro de boi, o carroção, o elegante trole, e similares. O destaque é primazia do porão, local em que se vê a construção edificada por rochas e pedras. Nele, encontram-se utensílios da era cafeeira da propriedade, além de outras ferramentas, artefatos e maquinários.

Transformado em local para eventos, dos mais diversos tipos, o salão principal tem capacidade para acomodar cerca de cem pessoas, proporcionando lazer num ambiente circundado ao mesmo tempo pelo requinte e pela rusticidade.

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