Escola

Volta aos bons tempos

A ausência de registros específicos é evidente num país que pouco incentiva a defesa dos patrimônios material e imaterial particulares nas vilas, nos bairros, nos povoados e nos agrupamentos populacionais ascendentes dos municípios.

Quiçá, atualmente, os projetos de fomento à preservação de documentos estejam resguardados pelas leis e pelo consolidado bom-senso daqueles que se preocupam (ram) com os rumos da sociedade.

Embora as pesquisas e os estudos das cidades da região de Porto Ferreira não remontam ao hermético passado arqueológico, sobressalta, todavia, uma infeliz escassez de relatos escritos e orais contemporâneos, originando legítima perda da tenra/ secular história dos habitantes locais.

Em decorrência, entre outras faltas, apresenta-se inexata a data de fundação da Escola Mixta Rural da Bôa Esperança*, da Fazenda Santa Mariana, pois, de acordo com os registros da atual EMEF Sud Mennucci - uma das primeiras escolas públicas do município ferreirense -, destaca-se o início daquele estabelecimento de ensino no ano de 1932, o que, de certo modo, diverge de outros apontamentos.

O senhor Orlando Prezotto, ex-administrador da fazenda, afirmava que estudara na escola, cujo prédio ainda sobrevive na colônia Boa Esperança, tendo aulas com a professora Olímpia Teixeira. Entretanto, o ex-colono nasceu em 1921. Se naquela época, o aluno ingressava na escola aos 7 ou 8 anos, estaria o pequeno Orlando estudando a partir de 1928 ou 1929, conforme declarou em entrevista concedida.

Por outro lado, o jornal “O Ferreirense” publicou, a 19 de setembro de 1926, a divulgação de que a “Escola Boa Esperança” possuía 36 alunos. No mês seguinte, de acordo com divulgação no citado semanário, a professora Maria José Martins conseguiu méritos diante da freqüência de 99,71% dos discentes matriculados, na ocasião, 40 crianças.

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